sexta-feira, 25 de setembro de 2020


 

PAIDEIA: DO CAOS À SIMPLIFICAÇÃO DO CONHECIMENTO


A justificação veio dos principais gestores de alguns bancos da nossa praça, segundo os próprios, há dificuldades na cedência de créditos ao sector produtivo nacional por várias razões, sendo a que se destaca: “a baixa qualidade dos projectos apresentados”.

Não fosse o séc. XXI, a representação clássica da massificação do Conhecimento, do Progresso Tecnológico e de grandes descobertas inovadoras, em volta da Inteligência Artificial, ficaríamos descansados.

A verdade é que, tal fundamentação… dita numa reflexão de cariz internacional sobre “O papel da Banca no crédito à economia em tempo de crise” e, publicada em destaque, nos principais meios de comunicação social, expõe a presença de “Caos”.

Sem dramas, a interpretação mais básica deste pressuposto remete-nos para uma de cariz cirúrgico, mas complexa sendo a conclusão: é urgente fazermos do CONHECIMENTO, o ponto de partida para a nossa reforma económica e social.

Quando a regra se torna na constante concepção de projectos económicos mal fundamentados, com altos riscos, baixa rentabilidade e com poucas probabilidades de exequibilidade, as Instituições de formação, as incubadoras, os escritórios de consultoria e o próprio sector empresarial privado recebem uma certificação negativa.

Portanto, as consequências estão aí. As linhas de créditos disponibilizadas por instituições financeiras internacionais e nacionais, para o mercado nacional, levam tempo para serem executadas e, com isso, vamos somando prejuízos e atrasos nos diferentes programas de aceleração da produção nacional.

Com as devidas adaptações a “Teoria do Caos”, que gera atrasos nos processos de cedência de créditos compromete a capacidade da economia nacional de tirar proveito dos prováveis 2 anos de moratória, inerente ao pagamento da dívida pública, o que tornará o ambiente económico caótico e impossível de ser gerido findo período de bonança.

Diferentes teorias apregoadas por filósofos, matemáticos, cineastas e não só, remetem-nos para a reflexão de que a Teoria do Caos está presente em tudo que nos cerca e é a base da imprevisibilidade de vários problemas económicos e sociais dos países.

Quando o meteorologista americano Edward Lorenz deduziu as equações do "efeito borboleta", no início da década de 1960,  testou um programa de computador que simulava o movimento de massas de ar, e pela redução de algumas casas decimais, teve resultados inesperados, de grande impacto. Para Lorenz, era como se “o bater das asas de uma borboleta no Brasil causasse, tempos depois, um tornado no Texas”.

A falta de conhecimento generalizada, manifestada na deficiente concentração de habilidades e competências técnicas e cognitivas à disposição do mercado, como que “o bater das asas de uma borboleta”, encarecem os projectos, atrasam os processos, impõe a importação de alta tecnologia produtiva e comprometem o progresso do país.

Em plena era do conhecimento, em que a China está a construir uma lua artificial, o mundo discute sobre a utilização ou não dos Bitcoin (criptomoeda), sobre a realização da Rota da Seda, sobre inteligência artificial e outros avanços tecnológicos, nós, infelizmente, discutimos sobre a baixa qualidade dos projectos dos empresários.

Admitamos, na sua abrangência, o conhecimento científico apenas começa a ser concebido quando a sociedade decide solucionar os seus problemas e sair do Caos em direcção a simplificação dos processos, o que implica a PAIDEIA, isto é, a avaliação dos resultados do processo educativo, na vida dos indivíduos, das organizações e da sociedade.

A ampliação do conceito de Paideia, presente em Sócrates, em Platão, em Aristóteles ou em Isócrates, não designa unicamente uma técnica própria para, desde cedo, preparar a criança para a vida adulta.  A finalidade passa a ser a formação geral que dará a cada homem a sua forma humana, a temperança ou seja, que o construirá como homem e cidadão com perfeito domínio de si, aliando sabedoria e acção avisada.

Para o alcance de tal ideal, as Universidades e os Institutos são chamados a serem agentes-chave no ecossistema do empreendedorismo. Cabe a eles a Criação de startups, aceleradoras, espaços de co-working, grupos de investidores-anjo, núcleos de pesquisa e todas as organizações ligadas ao empreendedorismo.

Essa conexão gera efeitos positivos tanto para as Instituições de Ensino Superior (IES), recebendo apoio, desenvolvendo os alunos e instigando a inovação, quanto para o ecossistema, que se beneficia do conhecimento gerado e da mão-de-obra qualificada.

O Conhecimento impõe-se como uma obrigação da qual a sociedade não pode fugir. Para Platão, a saída do caos implica a existência de "...toda a verdadeira educação ou Paideia, que enche o homem do desejo e da ânsia de se tornar um cidadão perfeito, e o ensina a mandar e a obedecer, sobre o fundamento da justiça " (PLATÃO, Leis, 643).

Vivemos um mar de incertezas. É uma sina com a qual somos obrigados a conviver, dadas as nossas circunstâncias complexas e históricas. Em todo o caso, o CONHECIMENTO está à nossa disposição. A teoria do Caos dá-nos a capacidade crítica e permite-nos questionar algumas das nossas hipóteses desafiando-nos para novas directrizes e para soluções dos nossos problemas.

É importante simplificar, a exemplo do que exige a pandemia de Covid-19. Apesar da sua magnitude, pode ser controlada pelo simples gesto de lavar as mãos e o uso de máscara. Pensar reformar a nossa economia com subsistemas complexos, que ignoram os limites das percepções da massa crítica existente, mais do que adiar resultados, aprofunda o caos.

A teoria do Caos ensina-nos a crer “que o certo não é resistir às incertezas da vida, mas antes, é de aproveitar as possibilidades que elas nos propiciam. Todavia, os sistemas caóticos e não-lineares – como a natureza, a sociedade e a vida de cada indivíduo – transcendem qualquer tentativa de previsão, manipulação e controlo”.

Sem criatividade, disciplina e resiliência, com aproveitamento altruísta das experiências dos outros… passados 45 anos de Independência, continuaremos a perpetuar erros.

O País é nosso… e nós agradecemos!

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

QUAL PARTIDO, QUAL NADA… o buraco está muito mais ao fundo.



QUAL PARTIDO, QUAL NADA… o buraco está muito mais ao fundo.
O problema nunca foi do “Partido”… os “Partidos sempre foram o subterfúgio para a busca do protagonismo individual desenfreado”.
O problema sempre foi com egos incompetentes, com ausência de escrúpulos e com o pacto com a imoralidade da vez… A história do “sistema criado” é para bois dormirem… é para desvio de atenção.
Com a crise da imoralidade:
Ignorantes com iniciativa tiveram sucesso.
Partidários medíocres surgiram e mobilizaram mentalidades.
Falsos e incompetentes profissionais foram contratados.
Maus gestores foram nomeados e, fazendo mal, conquistaram mercado.
Pais irresponsáveis tiveram filhos.
Filhos irresponsáveis não dedicaram-se na busca pelo conhecimento.
Passamos a observar os desvios de valores como um “modus vi vendi”… acusamos e negamos quem de modo diferente se comportasse…
Grande parte de nós perdemos a vergonha e o medo de errar… por acreditarmos ser natural o erro”…
As expressões “eu sou angolano”… “sempre foi assim”… “quem és tu que pensas que mudaras este país”… “a culpa não é minha”… “a corrupção não vai acabar”… “essa gente não muda”… etc… servem de estímulos aos maus comportamentos de sempre… Tanto é assim que grande parte dos que clamam por direitos, não cumpre com os seus deveres… e comprometem direitos de outrem…
Pura insensibilidade com o sofrimento dos outros… até aos hospitais assaltaram… isto não ´é partidário… é funesto… é desumano… é completa ausência de escrúpulos.
Eu também quero mudança... mas, o meu conceito de mudança é muito para além da saída do MPLA no poder.
A estrutura política nacional, a componente antropológica da população e todos outros aspectos periféricos que concorrem para a construção de um país bom para se viver... fazem-me acreditar que as mudanças políticas que se resumem na troca de partido... são falíveis e quase que reproduzem o passado.
A mudança que almejo para o meu país, exige que todos reconheçamos o passado tenebroso e, participemos da construção do “pais novo”… isto não é romancismo… é realidade… o exemplo do mundo é claro… sem envolvimento de todos… esqueçam… “andar de táxi”, nunca será uma solução suficiente!

domingo, 23 de junho de 2019

“NOVA TECNOCRACIA"

“NOVA TECNOCRACIA" Diferentes académicos chamam a atenção para o cuidado com a chamada "nova tecnocracia"… O discurso “técnico” das políticas públicas pode mascarar as disputas sociais: - As escolhas de métodos, dados e critérios para formulação do diagnóstico, influenciam o rumo que a política tomará: o diagnóstico não é isento. Diagnósticos implicam escolhas. - Por trás da frieza técnica dos números estão preconceitos, ideologias, interesses etc. Não há neutralidade. - Quem pode dizer que uma política é melhor que outra? Com que critérios? É melhor para quem? É possível falarmos de uma política tecnicamente perfeita? Para que as políticas públicas sejam instrumentos de afirmação e materialização de direitos/construções sociais e, para que os interesses colectivos atraiam atenção suficiente para entrar na agenda política, contrariando a perspectiva “tecnocrática”… é preciso que os Grupos de Interesse/Sociedade Civil sejam sólidos, numerosos e empoderados.

segunda-feira, 11 de março de 2019

CEGUEIRA MENTAL



CEGUEIRA MENTAL

“O egoísmo pessoal, o comodismo, a falta de generosidade, as pequenas cobardias do quotidiano, tudo isto contribui para essa perniciosa forma de cegueira mental que consiste em estar no mundo e não ver o mundo, ou só ver dele o que, em cada momento, for susceptível de servir os nossos interesses.” ― José Saramago

sábado, 9 de março de 2019

O COMPROMISSO COM A DISCIPLINA



SANTA DISCIPLINA”... até sabemos que és a mãe dos RESULTADOS positivos... também sabemos que com a tua unção, as DIFICULDADES são mais fáceis de debelar e os RECURSOS são bem geridos...
Contigo, a CRIATIVIDADE é mais fluida, o SACRIFÍCIO para obtenção do mínimo é menor e as CONQUISTAS fluem como água do rio.
O mundo clama por ti... Nós precisamos ser mais disciplinados... A vida precisa ser mais bela... Vem que nossas MENTES clamam no deserto... Amém!

Confesso, está difícil... Ajude-nos à sermos mais POSITIVOS... rogai para que sejamos menos MEDROSOS na busca por mudanças... Dai-nos SABEDORIA, mas acima de tudo, CORAGEM...
Paz e bem!

GESTOR DE SUCESSO



O GESTOR de sucesso... não pode ter a sua volta... pesos mortos, vassalos que não sabem dizer NÃO CONCORDO, colaboradores pedintes... que facilmente são alienados...
O GESTOR precisa ter a sua volta... pessoas com habilidades e competências... pessoas com o senso crítico e reflectivo apurado... capazes de identificarem erros, mesmo quando a ideia resulta da criatividade do seu superior...

Organizações de sucesso fazem-se com Gestores Resilientes... Gestores Resilientes fazem-se com colaboradores altruístas e tenazes...


Paz e bem!

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

NÃO FOI A REFORMA EDUCATIVA



NÃO FOI A REFORMA EDUCATIVA:
- que nunca fez da educação prioridade no exercício da governação e nunca a colocou no centro da agenda de desenvolvimento;
- que fez do ensino privado prioridade, em detrimento da baixa qualidade do ensino público;
- que guardou os livros gratuitos na fazenda;
- que retirou as carteiras para fins inconfessos e vandalizou as escolas;
- que assinou contractos de construção de escolas com preços especulados e em alguns casos específicos, com contractos não honrados;
- quem nomeou directores incompetentes, corruptos e que não entendem nada de gestão escolar;
- que não melhorou o salário dos profissionais de educação e nem se quer criou condições ambientais para que o exercício pedagógica fosse realizado com sucesso;
- que contratou professores fantasmas, que não sabem assinar o BI e são menores de idade;
- que contratou professores com fracas habilidades e competências de ensino;
- que contratou falsos professores que não cumprem com as suas tarefas;
- que retirou o poder das famílias no centro dos processos educativos, com o distanciamento da escola das comunidades;
- que não criou um ambiente para a geração de empregos sustentáveis e, com isso, a melhor distribuição da riqueza nacional...
Então... queres mesmo discutir sobre a reforma?! Então tenha bondade de incluir na sua agenda de discussão, o PAÍS

COM A CORRUPÇÃO



COM A CORRUPÇÃO - não veio só o peculato, o clientelismo, o nepotismo e tudo o resto que sustentou a impunidade.

COM A CORRUPÇÃO – também promoveu-se muita mediocridade:

- Os incompetentes fizeram-se “chefes”, tal qual cágados empoleirados em árvore;
- Mentes vazias fizeram-se famosas, tal qual sons retumbantes de tambores vazios;
- A mesquinhice, movida pela avareza, sem escrúpulos mínimos, fez morada nas diferentes organizações;
- O insensato, sem olhos nem coração para sentir o sofrimento dos outros, participou de decisões que condicionaram o bem-estar da grande maioria dos cidadãos;

Hoje, todos esses PRINCIPAIS BENEFICIÁRIOS DA CORRUPÇÃO estão mais preocupados com o “TACHO” do que com a real mudança necessária para a promoção do “país bom para se viver”.

Pode não parecer, mas todas as piruetas que fazem, resumem-se exactamente nisso… É preciso ter muito cuidado com os “fogos de artifícios”… até podem ser bonitos e esteticamente bons para partilha… mas eles visam somente o “TACHO”…

DEPOIS DO NOTICIÁRIO DA TV



Caríssimo gestor público... acredite... NÃO É NORMAL E NEM DÁ PRAZER... E QUEM DERA FOSSE ANEDOTA...

- Não é normal as inundações dos bairros por causa das chuvas;
- Não é normal pessoas morrerem por causa das chuvas;
- Não é normal pessoas morrerem por causa da seca no sul de Angola;
- Não é normal as pessoas garimparem sal para sobrevivência;
- Não é normal a venda de patentes nas forças de segurança;
- Não é normal não ter energia, água potável e saneamento básico;
- Não é normal o convívio das famílias com o lixo e águas residuais;
- Não é normal olhar para degradação paulatina do património público;
- etc


Não sei se por insensibilidade ou mesmo por “falta de vergonha na cara”... a verdade é uma: “RESPONSABILIZAÇÃO – PRESTAÇÃO DE CONTAS – PUNIÇÃO” são palavras que fazem muita falta no dicionário nacional... 


Nem mesmo uma “sessão de descarrego” ou um “jejum das causas impossíveis” nos libertariam...

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

DESISTIR... NUNCA!


Habilidades e Competências


O mercado de trabalho mudou bastante nos últimos 20 anos. Novas tecnologias trouxeram recursos e também exigências, fazendo com que o profissional tenha que estar sempre em busca de capacitação, qualificação e atualização, para obter sucesso. Até aqueles que já estão em posição consolidada precisam o tempo todo aumentar seu conhecimento e aprimorar seu modo de atuação, para adequar-se às tendências e modelos que surgem ou se renovam a todo instante.
Isso não é tão difícil, pois nesse mundo digital é grande o volume de informações disponíveis, o que  favorece muito a ampliação, a diversificação, a especialização e o enriquecimento técnico e profissional. Veja, abaixo, 13 tendências de habilidades e competências profissionais cada vez mais valorizadas no mercado de trabalho atual.

1. Trabalho em equipe

A geração que se fechava no seu posto de trabalho e fazia suas tarefas em silêncio e de forma individual chegou ao fim. Hoje, as empresas apostam em times multidisciplinares para desenvolver e executar projetos, trabalhando colaborativamente para alcançar os objetivos estratégicos.
Por esse motivo, os profissionais devem cultivar o espírito de equipe, compartilhando sua experiência e conhecimento, desenvolvendo empatia, cordialidade, solidariedade e sentimento cooperativista.

2. Gestão de Pessoas

Quem tem uma equipe não pode mais simplesmente agir como chefe. Atualmente, a gestão de pessoas leva em conta todos os aspectos da vida humana, tanto profissional quanto pessoal, diminuindo as barreiras e aumentando a interação entre o lar e o trabalho.
Cabe ao gestor ser flexível, pois essa atitude é positiva para  o empregado e para a empresa. Ao mesmo tempo em que ela proporciona equilíbrio, bem-estar pessoal e realização profissional, aumenta a motivação, dedicação e interesse em contribuir para que os resultados esperados pela organização sejam alcançados.

3. Administração de informações

Como vivemos a era da informação, somos bombardeados o tempo todo por notícias, dados, opiniões e mensagens. Cabe a nós separar e aproveitar o que pode ser útil em nosso dia a dia, ignorando o lixo eletrônico que circula pela internet.
Por conta disso, aproveitar positivamente as informações e colocá-las a serviço dos objetivos estratégicos é uma das competências profissionais cada vez mais valorizadas pelo mercado de trabalho.

4. Conhecimento de novas mídias

Não basta saber navegar na Internet. Você precisa estar atento a todas as novidades que ela nos apresenta diariamente. As novas mídias são muito exploradas pelas empresas, no intuito de aprimorar e agilizar processos, racionalizar custos e gerar negócios, e você não pode ficar fora delas. É bom conhecê-las e saber utilizá-las!

5. Habilidade com softwares

Praticamente todas as profissões, atualmente, dependem de um computador. Portanto, se você tem dificuldade para lidar com softwares, é melhor começar a procurar cursos de aperfeiçoamento. Essa já é uma habilidade básica para quem está no mercado ou quer entrar nele.

6. Multidisciplinaridade

É muito bom que você saiba tudo relativo à sua profissão, mas hoje em dia isso não é mais suficiente. Agora, além de sua especialização, você precisa ter conhecimento mais amplo e diversificado, tornando-se versátil para contribuir em várias áreas da empresa em que você trabalha.
Essa é a chamada “visão do todo”, que faz com que os profissionais tenham maior consciência dos objetivos estratégicos da organização.

7. Inteligência Social

Como você deve ter percebido até aqui, lidar com pessoas é um grande diferencial exigido pelo mercado atual e o resumo de tudo isso pode ser chamado de inteligência social.
É ela que faz com que você saiba identificar o perfil de cada um de seus colegas de trabalho, para trabalhar em projetos conjuntos, colaborando e evitando ruídos e conflitos prejudiciais ao bom desempenho.

8. Pensamento crítico

Não há mais espaço para o profissional que apenas executa o que os gestores mandam. É preciso mais. Você deve demonstrar uma postura crítica diante das ideias e projetos apresentados, contribuindo com a sua experiência e trazendo novos elementos que podem fazer a diferença.
Mas não confunda postura crítica com negatividade, não seja a pessoa que critica tudo o tempo todo. Se você, fundamentadamente, não concorda com algo, e julga que sua opinião pode ser importante para evitar falhas e equívocos, apresente adequadamente o seu ponto de vista, com argumentos e exemplos concretos.

9. Alinhamento com as tendências do mercado

Estando empregado ou não, manter-se atualizado é muito importante para cumprir exigências e conquistar oportunidades no mercado de trabalho, pois isso mostra que o colaborador está realmente por dentro de todas as particularidades daquele setor no qual realiza suas funções.
Por isso, o importante é nunca deixar de aprender. Leia notícias, blogs, revistas e artigos sobre a sua área de atuação e não deixe de confirmar sua presença em congressos e feiras de inovação que contemplam o seu setor. Esses tipos de eventos oferecem palestras, contatos, referências e diversos outros recursos que podem ser bastante benéficos para sua carreira.

10. Flexibilidade

A flexibilidade é uma das competências profissionais mais requisitadas para a permanência no novo mercado de trabalho, já que, quem não se adapta às novas tecnologias, novas relações de trabalho e novas maneiras de realizar suas tarefas, pode acabar desatualizado e ignorado pelas grandes empresas.
Essa característica também deve ser entendida como a capacidade de lidar com adversidades e quebra de tradições. Sendo assim, um profissional flexível consegue propor mudanças positivas e ser assertivo em qualquer tipo de contexto ou situação.

11. Domínio de outros idiomas

Há alguns anos o mercado de trabalho não valorizava tanto o inglês ou espanhol fluentes como um recurso importante, mas atualmente a economia está mais global do que nunca. Diversas empresas de visão têm o objetivo de expandir seu negócio para alcançar outros países  e a tendência é que suas operações no exterior sejam mais frequentes no futuro.
Por isso, conhecer uma segunda, terceira ou até quarta língua (como o mandarim, inglês, francês ou o espanhol), poderá destacar o seu perfil profissional e garantir a você mais oportunidades de crescimento.

12. Curiosidade

A curiosidade como interesse em conhecer todos os objetivos, metas, processos e rotinas da empresa, bem como outros aspectos relacionados à sua atividade-fim, posicionamento, resultados e público, é um atributo muito valorizado, pois mostra que o funcionário está sempre disposto a melhorar a qualidade de seu trabalho e aumentar sua contribuição profissional para o sucesso da empresa.
Além disso, quanto mais informado, mais você tem  condições de ampliar sua área de atuação, dialogar com outros setores da empresa, atender demandas e apresentar sugestões.

13. Criatividade

Engana-se quem pensa que a criatividade é um dom exclusivo de artistas, designers e escritores. Todo profissional pode desenvolver seu potencial criativo, dispondo-se sempre a analisar a questão por várias óticas, não se contentando com a solução mais fácil ou com a primeira que aparece, desestruturando analiticamente o que já é conhecido, procurando alternativas não convencionais de compreensão, estudo e solução. E desse modo contribuir para os processos de inovação.
Sem dúvida, a informação ajuda bastante na construção da criatividade, pois sabendo o que já existe é mais fácil descobrir o que, mesmo sendo muito necessário, ainda não existe. Por isso, na busca de tornar-se criativo,  informe-se sobre tudo, e não apenas sobre os assuntos ligados à sua função ou que sejam de seu interesse. Cultive a curiosidade e procure ver sentido até no que parece banal. Muitas vezes na simplicidade estão as mais eficazes e criativas soluções!
Conhecendo as habilidades e competências acima, certamente você terá mais condições de aproveitar os avanços tecnológicos, mercadológicos e técnicos e  aplicá-los a serviço de seu aprimoramento e desenvolvimento profissional, aumentando seu diferencial em um mercado de trabalho que é cada vez mais exigente.
Agora que já conversamos um pouco sobre esse assunto importante, saiba como as redes sociais podem ser uma ajuda importante para você impulsionar sua carreira e compartilhe essa informação com seus amigos.
Fonte: http://economiadiaadia.com.br/conheca-13-habilidades-e-competencias-profissionais-do-seculo-21-2/

PERDULARIDADE




A PRINCIPAL CAUSA DE MORTE DAS ORGANIZAÇÕES LUCRATIVAS E NÃO LUCRATIVAS... Acto de postergar decisões – procrastinação - perda de tempo - facilidade de gastar compulsivamente o que não se tem - má aplicação dos recursos disponíveis – lentidão nos processos – exageros burocráticos – arrogância institucional – ineficiência organizacional…

PENSANDO EM VOZ ALTA


O desenvolvimento de um país depende, acima de tudo, da qualidade dos seus cidadãos... se cada um de nós se dedicar a ser uma pessoa de qualidade, o país ganha e a Nação se edifica. Ao idealizarmos um “país novo”... Todos somos chamados a fazermos a nossa parte... Nestes termos, nossa qualidade é medida pelo saber ser, saber estar e saber fazer. A abordagem sobre a ética social não se circunscreve ao sector público... é, também, uma premissa a ser observada com urgência no seio das famílias e das organizações no geral (...) Uma “educação mais emancipadora”, pode ser a solução... Orgulhosos lutemos por uma Angola boa para se viver(...) Paz e Bem!

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

EM SISTEMAS LABORAIS CASMURROS E ENFADONHOS…



Onde o trabalhador é sempre visto como um outsider e submetido a humilhações constantes… o que acontece é:
1º O trabalhador atemoriza-se pelo “rigor do sistema”;
2º O trabalhador encarna e começa a estudar o “rigor do sistema”;
3º O trabalhador gasta tempo a identificar os erros do “sistema”;
4º O trabalhador desenvolve técnicas de manipulação do sistema;
5º O trabalhador manipula o “sistema” e começa a viver dos benefícios dos erros do sistema.
P.S. - No 5º ponto, o trabalhador perde o sentido de pertença, a sua produtividade baixa, começa a usar a estrutura ao seu dispor para realizar prestação de serviço externas e, suportando os mesmos custos, o rendimento organizacional baixa. É preciso cuidar bem dos recursos humanos a sua disposição… eles têm sensibilidades e facilmente se desmotivam a percepções manipuladoras.

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

DESENVOLVIMENTO CIUMENTO



O desenvolvimento não se compadece com mediocridades e nem com improvisos… para ele, “não basta ser, tem de parecer ser”…
Teoricamente somos todos por um “País melhor” … um país bom para se viver… mas, na prática, o somatório de (não) atitudes é cada vez maior.
Quando a gente observa:
- a sujeição coerciva à orfandade dos alunos;
- a falta de condições mínimas para a realização de uma aula;
- o distanciamento entre a Escola e a Comunidade;
- o “descaso” das famílias em relação aos seus educandos;
- a quantidade de erros dos livros escolares;
- o agravar do fenómeno da CÁBULA;
- a venda avulsa e incomensurável de monografias;
- o número de assinaturas para substituição de professores rigorosos;
- a lógica de gestão escolar dos colégios e instituições de ensino superior;
- a (in)capacidade de ser e saber fazer dos professores;
- o número de professores com diplomas falsos;
- a ausência de mérito na progressão de carreiras;
- a ausência de fiscalização das instituições de ensino no geral;
- o ponto a que chegamos DA VENDA DO ENSINO;
- a passividades e incompetência das entidades de supervisão; e o
- não cumprimento dos currículos escolares.
O desespero faz mossa, em nossa morada. Sem uma política educativa agressiva, esqueçam… não haverá país nunca… e os erros serão perpetuados.

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

CONTRIBUIÇÕES PROPOSTA DE LEI SOBRE AS FINANÇAS LOCAIS



























DA INEFICIÊNCIA À PRODUTIVIDADE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA


No nosso País, não precisamos fazer muito esforço e nem muitos cálculos para percebermos o grau de ociosidade que paira sobre os diferentes sectores e recursos à disposição da Administração Pública. 
Quando comparados os recursos humanos, tecnológicos e em infra-estruturas empregues, e os resultados que se obtêm das actividades à disposição dos cidadãos, denota-se, na maioria das vezes, baixa qualidade na assistência e prestação de serviço público.
As reclamações são variadíssimas e comprometem, até, o ambiente de negócios. Desde a pontualidade e a assiduidade, à impressora sem tinta e a perda de tempo com procedimentos excessivamente burocráticos, com efeitos graves a práticas poucos transparentes.
Alguns preferem culpar a ausência de fiscalização com responsabilidades ao poder político, outros caiem no comodismo dos rótulos que demonstram uma total deterioração da estrutura social do país, onde questões como ética e outros valores sociais parecem ter desaparecido dos nossos dicionários.
Enquanto isso, desperdiçam-se os recursos que já são escassos, encarece-se a manutenção do Estado, pondo em causa as prioridades económicas e sociais, negócios morrem, e nem as sucessivas “danças de cadeiras” com exonerações e nomeações, são capazes de despoletar as transformações desejáveis.   
Prestar um serviço de qualidade aos cidadãos, não é uma opção, é uma obrigatoriedade que deve orientar a dinâmica do funcionalismo público, não só por razões dos princípios que norteiam a Administração Pública, mas pelo bem maior, a garantia do bem-estar.
Os princípios gerais da Administração Pública, por um lado, orientam a acção dos agentes públicos na prática dos actos administrativos, por outro lado, garantem a eficiência da administração, que se consubstancia na racionalização dos recursos públicos ao interesse colectivo.
Desta feita, a eficiência dos actos administrativos, visam a melhor relação de custo/benefício na gestão dos recursos públicos, a qualidade na prestação do serviço público e a busca de soluções sustentáveis que melhor atenda ao interesse público. Isto é, no aumento da Produtividade da Administração Pública.
O conceito “Produtividade” na esfera da Administração Pública, apesar da distinção dos critérios de avaliação entre os sectores público e privado, consiste num dos melhores indicadores para a medição do nível de Eficiência e Eficácia na implementação de acções necessárias ao bem-estar social e à boa gestão da coisa pública.
A urgência na discussão sobre o estímulo ao aumento da produtividade global do país, decorre da diminuição da pressão que o sector público impõe sobre o sector produtivo, mas também, da utilidade da maximização dos resultados produtivos dos recursos a disposição da economia nacional.
Fazer mais com menos deverá ser a essência de um conjunto de reformas contidas num plano de acção concreto, com tempos muito bem definidos, que visam a requalificação da função pública, da aplicação de recursos tecnológicos e de sistemas de avaliação de desempenho consistentes com a componente da responsabilização.
Não se pode pensar num país de sucesso se continuarmos a somar prejuízos incomensuráveis por más práticas de gestão pública que não definem o “trade off” da relação directa entre os resultados qualitativos dos serviços públicos prestados e a quantidade de recursos aplicados.
Nesta senda, o primeiro passo seria a escolha estratégica de prioridades que se cingiriam no aumento da produtividade laboral e na implantação de um sistema de governação electrónica que passaria por:
- Uma avaliação geral da função pública que implicaria a redução do fenómeno  “funcionário fantasma”, que é tão antigo e já criou raízes, ao mesmo tempo que encetar-se-ia uma reforma aos processos de “progressão de carreiras” com definição claras sobre o perfil ideal para os gestores/titulares de cargos públicos, uma vez que a dinâmica de governação hoje, exige muito para além das simpatias políticas.
- Insistimos no término dos regimes salariais especiais, pois, para além de serem um factor de injustiça social, não inibem as práticas de corrupção e a dupla efectividade, bem como, colhe o argumento de que o privilégio com regalias salariais não despoleta o estímulo a qualidade na prestação dos serviços e é o principal factor de instabilidade e baixa produtividade no sector público.
- Criar uma força tarefa para rever os critérios salariais e toda uma estrutura de benefícios que suporta a função pública e propor o reajuste do salário mínimo nacional já que entendemos ser, a criação de condições e melhoria do ambiente de trabalho um dos pressupostos para a qualidade da prestação de serviço e consequente aumento da produtividade na administração pública.
- Por outro lado, a par do processo de privatizações que se avizinham, fazer uma avaliação profunda as unidades económicas estatais, para melhorar o seu desempenho por via da aplicação de modelos de gestão adaptados a estrutura macroeconómica que se exige hoje no país.
Tal como se propõe, o País ganhará quando todas as forças vivas da sociedade forem valorizadas pelo mérito das suas funções sociais.
Como garantia da sustentabilidade, é necessário construir-se de forma inclusiva e com participação de tecnocratas e experientes políticos, processos de revitalização da Administração Pública que incorporam mecanismos de avaliação da qualidade e produtividade, na óptica da gestão por objectivos e de resultados.
Do Executivo esperamos isso. Esperamos o elevar da confiança de que teremos um futuro próximo mais saudável e feliz, orientado para a busca de soluções diversas para resolução dos variados problemas que nos afligem e que injecte de forma sequencial e paulatina, transformações consideráveis na vida das famílias angolanas.
Desta feita, o País agradece… e nós merecemos!

  PAIDEIA: DO CAOS À SIMPLIFICAÇÃO DO CONHECIMENTO A justificação veio dos principais gestores de alguns bancos da nossa praça, segundo ...