segunda-feira, 11 de junho de 2018

TIGRES ASIÁTICOS

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O termo Tigres Asiáticos se refere a quatro países da Ásia (Hong Kong, Cingapura, Coreia do Sul e Taiwan), que a partir da década de 1970 alcançaram um acelerado desenvolvimento industrial e económico. Em razão da agressividade administrativa e da localização desses países, eles receberam tal denominação.

Foram vários os fatores responsáveis pelo desenvolvimento econômico dos Tigres Asiáticos. Implantou-se nesses países um modelo industrial caracterizado como IOE (Industrialização Orientada para a Exportação). Esse modelo econômico é fundamentalmente exportador; dessa forma, sua produção é diversificada e voltada para o mercado de países desenvolvidos. No entanto, o consumo interno não é incentivado, uma vez que os impostos inseridos nos produtos são elevados.


Os Tigres Asiáticos, com exceção da Coreia do Sul, adotaram uma política de incentivos para atrair as indústrias transnacionais. Foram criadas Zonas de Processamento de Exportações (ZPE), com doações de terrenos e isenção de impostos pelo Estado. O modelo sul coreano se baseou na instalação de chaebols, que se caracteriza por redes de empresas com fortes laços familiares. Quatro grandes chaebols controlam a economia sul-coreana e têm forte atuação no mercado internacional: Hyunday, Daewoo, Samsung e Lucky Gold Star. Somente na década de 1970 começaram a instalar transnacionais na Coreia do Sul, entretanto, essas são associadas a empresas do país.

Para o desenvolvimento econômico de Hong Kong, Cingapura, Coreia do Sul e Taiwan, foi necessário o forte apoio do governo, desenvolvendo projetos de infraestrutura, transporte, comunicação e energia, além do financiamento das instalações industriais e altos investimentos em educação e qualificação profissional.

Os lucros obtidos pelas indústrias nesses países ocorriam principalmente em virtude do exército industrial de reserva, ou seja, grande quantidade de mão de obra disponível no mercado, esse processo ocasiona a desvalorização dos salários pagos pelos detentores do meio de produção. Esse fato é acompanhado por leis trabalhistas frágeis e pouco atuantes, outros fatores que contribuíram para o elevado crescimento foram os incentivos tributários e os baixos custos para a instalação de empresas oriundas de capitais externos.

Em consequência do grande desenvolvimento econômico dos Tigres Asiáticos, houve uma expansão para os países vizinhos do sudeste, o que proporcionou um processo de industrialização na Indonésia, Vietnã, Malásia, Tailândia e Filipinas, esses países ficaram conhecidos como os novos Tigres Asiáticos.


Malásia

Além dos investimentos dos quatro Tigres originais, os novos Tigres realizaram acordos comerciais com empresas dos Estados Unidos, Japão e países europeus. Diversas pequenas indústrias surgiram, principalmente têxteis, de calçados, de brinquedos e produtos eletrônicos. Com mão de obra menos qualificada, porém muito mais barata, esses países entraram definitivamente no cenário econômico global, produzindo mercadorias sob encomenda, criadas e planejadas em outros países do mundo, configurando o processo de Divisão Internacional do Trabalho (DIT).

ORGANIZAÇÃO DOS PAÍSES EXPORTADORES DE PETRÓLEO - OPEP

OPEP

Criada em 14 de Setembro de 1960, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) é uma organização inter-governamental, que tem como objectivo a centralização da elaboração das políticas sobre produção e venda do petróleo dos países integrantes.

Actualmente, os países membros da OPEP são: Argélia, Angola, Equador, Irã, Iraque, Kuwait, Líbia, Nigéria, Catar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Venezuela. A Indonésia suspendeu a sua adesão em janeiro de 2009. A sede da OPEP está localizada em Viena, capital da Áustria.


Os fundadores da Organização dos Países Exportadores de Petróleo foram o Irã, Iraque, Kuwait, Arábia Saudita e Venezuela, durante a Conferência de Bagdá. Posteriormente outros países integraram a organização.


Os responsáveis pelo cartel do petróleo
A OPEP desenvolve estratégias na produção de petróleo, estabelecendo cotas de produção para os países membros, diminuindo a oferta, fazendo o preço do produto atingir valores elevados, proporcionando maior lucratividade para os países exportadores de petróleo.

Atuando com o discurso ideológico de garantir preços justos e estáveis para os produtores e consumidores de petróleo, uma oferta eficiente, econômica e regular do consumo de petróleo para as nações, a OPEP mascara seu real interesse, que é o cartel do petróleo, controlando a produção e o preço do produto em escala global.

Cerca de 75% das reservas mundiais de petróleo estão localizadas nos países integrantes da OPEP, por essa razão, é responsável por quase metade das exportações mundiais desse mineral. Por esses motivos suas estratégias políticas de produção e estabelecimento de preços afetam diretamente a economia dos países importadores de petróleo.

COMUNIDADE PARA O DESENVOLVIMENTO DA ÁFRICA AUSTRAL - SADC

SADC

A SADC (Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral) é um bloco econômico formado pelos países da África Austral. São eles: África do Sul, Angola, Botswana, República Democrática do Congo, Lesoto, Madagascar, Malaui, Maurícia, Moçambique, Namíbia, Suazilândia, Tanzânia, Zâmbia, Zimbábue. 

A Southern Africa Development Community como é chamada oficialmente, se originou em 1992 a partir da transformação da SADCC, criada desde 1980 e que era constituída por nove nações. Atualmente, a SADC é formada por 14 países-membros, totalizando um PIB de cerca de 226 bilhões de dólares e uma população de 210 milhões de pessoas.


Os objetivos do bloco é, em síntese, proporcionar o crescimento das economias dos países africanos e conseqüentemente, o desenvolvimento e a melhoria na qualidade de vida de seu povo. Outros objetivos não menos importantes são: a promoção da paz e da estabilidade da região, do desenvolvimento sustentável e do combate à AIDS; e a reafirmação dos legados sócio-culturais africanos. 

Esses países, com exceção da África do Sul, que se situa em um grau bem mais elevado de desenvolvimento econômico, passaram a adotar medidas para alcançar o mercado regional, sendo que nesse caso, o desenvolvimento da indústria local é fundamental para a diminuição da dependência dos produtos estrangeiros. Dessa forma, a produção desses países referidos tem se concentrado na produção de produtos de base. 

O principal parceiro económico da SADC é a União Européia, no entanto, essas relações comerciais vêm diminuindo bastante: de 7% na década de 80 para 3% actualmente. Além disso, diversas medidas estão sendo adoptadas para tentar diminuir a dependência desses países com as nações desenvolvidas.

PRINCIPAIS ORGANIZAÇÕES INTERNACIONAIS

Principais Organizações internacionais


As organizações internacionais da atualidade tiveram o seu surgimento, em sua maioria, na segunda metade do século XX. No entanto, foi com a globalização e o fim da Guerra Fria que elas se consolidaram como importantes atores no cenário internacional, passando por um relativo período de fortalecimento.
Em virtude da recente ampliação da integração geo-económica global, essas organizações tornaram-se actores importantes no cenário mundial, com a missão de estabelecer um ordenamento das relações intra-nacionais de poder e influência política. Actuam na elaboração e regulação de normas, suscitam acordos entre países, buscam atender determinados objectivos, entre outras funções.
Existem incontáveis organizações internacionais, isto é, aquelas instituições formadas por dois ou mais Estados. Porém, no que concerne ao âmbito geopolítico, econômico e humanístico global, algumas delas se destacam pela sua importância, dentre elas, podemos citar ONU, OMC, Otan, FMI, Banco Mundial, OIT e OCDE. A seguir, vamos compreender um pouco melhor o significado e a importância de cada uma dessas siglas.
ONU – A Organização das Nações Unidas é considerada o mais importante organismo internacional atualmente existente, importante por reunir praticamente todas as nações do mundo. Ela surgiu ao final da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) em substituição à antiga Liga das Nações e objetiva promover a paz e a segurança mundial.
A principal instância decisória da ONU é o Conselho de Segurança, formado por um grupo muito restrito de países. Na verdade, esses países são os antigos vencedores da Segunda Guerra Mundial: Rússia (ex-União Soviética), Estados Unidos, França, Reino Unido e a China (essa última não participou ativamente da Segunda Guerra, mas conseguiu grande prestígio e poder internacionais, capazes de assegurar uma vaga no Conselho). Além desses cinco países, que são membros permanentes, fazem parte outros cinco países provisórios, que se alternam periodicamente.
O poder desse Conselho de Segurança é elevado, pois é ele quem toma as principais decisões da ONU. Além disso, os cinco membros permanentes têm o chamado poder de veto, em que qualquer um deles pode barrar uma decisão, mesmo que todos os outros países sejam favoráveis.
OMC – A Organização Mundial do Comércio é o organismo internacional responsável por legislar e acompanhar as transações econômicas e comerciais realizadas entre diferentes países. Além disso, o seu principal objetivo é promover a liberalização mundial do comércio, visando combater o chamado protecionismo alfandegário, em que uma nação impõe elevadas tarifas para produtos estrangeiros a fim de favorecer a indústria local. Quando algum país tem algum tipo de problema ou entrave com outro Estado, ele geralmente recorre à OMC como instância máxima para avaliar e julgar a questão.
Otan – A Organização do Tratado do Atlântico Norte é um tratado ou pacto militar, que inicialmente congregava os principais países capitalistas e objetivava combater o socialismo, que também tinha o seu pacto militar, o Pacto de Varsóvia. Porém, desde o final da Guerra Fria, os objetivos dessa organização se alteraram, tornando-se como um instrumento militar das grandes potências a fim de intervir em conflitos armados em qualquer parte do mundo para assegurar direitos internacionais ou combater possíveis “ameaças” ao atual sistema internacional.
Fazem parte da Otan, desde o seu surgimento, Alemanha, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Estados Unidos, Espanha, França, Grécia, Inglaterra, Itália, Holanda, Luxemburgo, Noruega, Portugal, Islândia e Turquia. Posteriormente, várias das ex-repúblicas soviéticas também ingressaram no pacto, como a Bulgária, Romênia, Estônia, Letônia, Lituânia, Eslováquia e Eslovênia, além da Rússia, que atua como membro observador.
FMI – O Fundo Monetário Internacional é uma organização financeira responsável por garantir a estabilidade econômica internacional. Ele é composto por 187 países e foi criado em 1944 na Conferência de Bretton Woods. Seu funcionamento, basicamente, ocorre através do gerenciamento e concessão de empréstimo para aqueles países que o solicitam.
Normalmente, o dinheiro do FMI é fornecido pelos seus próprios países-membros, de forma que aqueles que mais contribuem são justamente aqueles que mais possuem poder de decisão. Para adquirir empréstimos, o país em questão deve atender a uma série de exigências, transformando suas economias internas e, geralmente, abrindo sua economia para o mercado estrangeiro.
Banco Mundial – foi criado em 1945 na Conferência de Bretton Woods juntamente ao FMI. Trata-se de uma organização financeira vinculada à ONU, mas que possui a sua própria autonomia. Seu objetivo inicial era conceder empréstimos direcionados aos países europeus que haviam sido devastados pela Segunda Guerra Mundial. Posteriormente, seus objetivos mudaram e seu intuito passou a ser o de conceder empréstimos a países da Ásia, África e Américas.
OIT - A Organização Internacional do Trabalho é uma instituição responsável por regulamentar, fiscalizar, estudar e avaliar as relações de trabalho existentes em todo o mundo. É considerada uma organização “tripartite”, ou seja, formada por três tipos diferentes de forças: os governos de 182 países, além de representantes de empresas empregadoras e de representações trabalhistas ou sindicais.
OCDE – A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Económico é uma instituição actualmente composta por 34 países. Seu objectivo é fomentar e incentivar acções de desenvolvimento económico de seus países-membros, além de medidas que visem à ampliação de metas para o equilíbrio económico mundial e melhorem as condições de vida e os índices de renda e emprego. O Brasil não é um membro dessa organização.

ORGANIZAÇÃO PARA A COOPERAÇÃO E O DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO - OCDE

Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE)

Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) foi criada no dia 30 de setembro de 1961 para substituir a Organização Europeia para a Cooperação Econômica (OECE), formada em 1947 com o objetivo de administrar o Plano Marshall no processo de reconstrução dos países europeus envolvidos na Segunda Guerra Mundial (1939 – 1945). A sede da OCDE está localizada na cidade de Paris, capital da França. 
O que é a OCDE? 
Essa organização é um fórum internacional que promove políticas públicas entre os países mais ricos do planeta, isto é, que apresentam os mais elevados Índices de Desenvolvimento Humano (IDH). Auxilia no desenvolvimento e expansão econômica das nações integrantes, proporcionando ações que possibilitem a estabilidade financeira e fortaleçam a economia global.
Como são tomadas as decisões na OCDE? 
As decisões na OCDE são estabelecidas por meio de um consenso no conselho interno da organização. Esse conselho é formado por um representante de cada um dos 35 países-membros, além de um representante da Comissão Europeia. As reuniões ocorrem uma vez por ano para estabelecer as prioridades a serem atingidas pela OCDE. A organização é financiada pelos seus próprios membros, e as contribuições variam de acordo com o potencial econômico de cada país. 
Objetivos da OCDE 
O foco de atuação da organização não se restringe apenas aos aspectos econômicos, havendo projetos na área social, ambiental, de educação e geração de emprego. Como principais objetivos, podemos citar:
→ Promover o desenvolvimento econômico;
→ Proporcionar novos postos de emprego;
→ Melhorar a qualidade de vida;
→ Contribuir para o crescimento do comércio mundial;
→ Proporcionar acesso à educação para todos;
→ Reduzir a desigualdade social;
→ Disponibilizar sistemas de saúde eficazes.
Países-membros 
Atualmente, os países-membros são: Irlanda, Estônia, Áustria, Austrália, Bélgica, Islândia, Polônia, Dinamarca, Alemanha, França, Finlândia, Coreia do Sul, Luxemburgo, Canadá, República Tcheca, Países Baixos, Estados Unidos, México, Noruega, Reino Unido, Chile, Portugal, Japão, Suécia, Suíça, Eslováquia, Eslovênia, Turquia, Espanha, Grécia, Nova Zelândia, Hungria, Israel, Itália e Letônia.

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